terça-feira, 18 de janeiro de 2011

...

Eu queria muito ter postado sobre isso ontem, mas todas as vezes que eu pensava sobre o assunto ficava extremamente deprimida e perdia a vontade até de respirar...
Ontem, dia 17/01, fez exatamente um ano que eu conheci a mulher da minha vida. E eu, quase sempre, pensei que nós ainda estariamos juntas quando essa data chegasse... dói tanto não ser assim...
Dói ainda mais a indiferença dela para comigo nesse dia... Eu realmente acho que eu merecia alguma atenção, alguma consideração...
Um ano não é um dia e eu pensei que também fosse importante para ela... mas pelo visto, ela nem lembrou...

Mais uma vez, só desabafando mesmo..

fui

domingo, 16 de janeiro de 2011



Soneto de Separação


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.




quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Preguiça.. muita preguiça

Eu sempree dou aquela sumida basica do mundinho virtual. Eu poderia dizer que ando sem tempo e que tenho tido muita coisa para fazer, mas como não sou fã de mentiras, a verdade é que simplesmente não tenho tido vontade. Ando tendo preguiça até de existir e não tenho vontade nem de respirar.

Acho que todos devem conhecer a sensação de ficar esperando por algo que, na verdade, nunca ficou de vir. E é exatamente assim que tenho estado. Sem tirar os olhos do celular, entrando na internet só para ver se ela esta on...
De fato isso soa um tanto doentio, até mesmo para mim.. mas a questão é: Como mudar isso?
Cansei de pedir e receber conselhos, porque na real mesmo, eles são todos inuteis, por melhor que seja a intenção das pessoas.
Ninguém se sente como eu, ninguém faz nem idéia de como me sinto... logo, como alguém pode achar que sabe como eu devo agir?

Realmente não sei como as coisas vão ficar agora. Até terça-feira eu tinha algumas horinhas descontraidas, com pessoas inteligentes (pelo menos algumas delas. rs), em meio a filmes e livros. Eu tinha algumas das minhas paixões todas reunidas: Inteligência, filmes, livros, e acho que até pode-se dizer, amigos.
Ok! Eu sei que a minha vida social tinha ido pro saco haviam 3 meses. Mas a verdade é que eu me sentia melhor lá, sendo útil de alguma forma, do que saindo para me embebedar até esquecer meu próprio nome.
Fazem só dois dias e, Deuses, como eu já sinto falta...
Quem diria que algum dia eu iria sentir falta de passar incontaveis horas colocando filmes em seus lugares e limpando expositores?

E agora, o que me resta?!? Fazer uma faculdade que eu nunca quis fazer, estagiar em algo que eu nunca quis, para talvez, e só talvez, conseguir fazer algumas das viagens que eu sempre quis...
Ahhh.. e sem esquecer, lógico, dos projetos que tenho. Espero poder, logo, ajudar esses seres fofos e necessitados.

Hmm.. Mudando o foco do blog da minha vidinha sem sal para coisas realmente interessantes: assisti 6 filmes nas últimas 24 horas e foram horas muito bem aproveitadas.
Um desses filmes é daqueles que olhamos a capa e pensamos algo do tipo "deve ser uma porcaria, mas vou levar para conferir." e, mano... fico feliz que eu tenha trazido. Eu, simplesmente, mergulhei na trama do filme como se fosse real e eu fizesse parte de tudo aquilo. Cada um de sua maneira, mas os personagens são cativantes. O nome do filme? "Os perdedores". Recomendo. E para quem não gostar: sabe o que dizem sobre o lance de gosto, neah? Haha
Fiquei completamente maravilhada com "O Ultimo Mestre do Ar", já que eu era fissurada por "Avatar: A Lenda de Aang". De fato eu não esperava que o filme fosse ser dividido por livros, elementos ou o que quer que fosse.. e quando eu achei que fosse começar o segundo livro (terra), apareceram os créditos finais. Acho que nem consegui ver o tempo passar.
E nãooooooo. Eu não vou comentar todos os 6 filmes... hahaa


Como não postei nada sobre isso antes, queria só deixar um lembrete sobre o quanto fiquei agradecida por não ter passado a noite toda do reveillon chorando. E olha que não precisei beber até ter uma amnésia alcoolica.
Algumas das pessoas eu nunca nem tinha visto, com algumas eu mal conversava... Mas, de qualquer forma, eles me ajudaram, cada um do seu jeito, a me sentir menos fora de órbita.
Então: meus sinceros agradecimentos a todos.

E se for como dizem... que passamos o resto do ano fazendo o que estavamos fazendo na virada do ano... ahhhh... acho que posso ter um ano beeem cheio de alcool e um figado nada contente no final. rs
Anyways, valeu a pena.


Acho que o post de hoje ficou completamente desconexo. Talvez seja por que quando abri a tela para escrever, eu simplesmente não tinha nada em mente e quando comecei a escrever, coisas loucas começaram a passar em minha mente. Sim, eu sou esquisita. (:



E só pra não perder o costume:
De janeiro a janeiro, até o mundo acabar.
(e sim, eu sei que provavelmente ninguém vai entender essa frase perdida ai, mas garanto que ela significa algo e que é bastante importante)


;***

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Christmas, baby!!!

Éeeee... Chegou o natal... a data mais capitalista entre todas as outras.
O ano passou extremamente rápido, praticamente voando... ontem estava começando e amanhã já é dia 24, véspera do maldito natal.
Eu juro que não entendo! Não consigo entender por que as pessoas ficam ansiosas, fazem milhares de planos e reunem todos os familiares nesse dia. Qual a porra da importância que esse dia tem mais que os outros para fazer com que familiares que nunca se suportaram finjam que se amam fraternal e incondicionalmente?
As pessoas passam o ano brigando, falando mal umas das outras, se ignorando... ai chega o final do ano e todo mundo se abraça falando um "Feliz natal e um próspero ano novo" como se todos os outros dias pudessem ser anulados por esse ato.
Hipocrisia!!!! É esse o nome que dou para isso.
Sim, sim sim... Mais hipócrita ainda da minha parte falar mal do natal quando vou ser "obrigada a comemorar" ele junto com todos os familiares com os quais nem conversei durante o ano...
Enfim...
O blog é meu e eu reclamo do que bem entender ;)

Enfim


Merry fucking Christimas to all you!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sem mais motivos =/


"-Antes de você, VICK, minha vida era uma noite sem lua.Muito escura, mas havia estrelas...Pontos de luz e razão...E depois você atravessou meu céu como um meteoro.De repente tudo estava em chamas. havia brilho, havia beleza.Quando você se foi, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou negro.Nada mudou, mas meus olhos ficaram cegos com a luz.Não pude mais ver as estrelas.E não havia mais razão para nada."


Lua Nova (pg 408)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Is so hard live...

Ok! Ok!
Eu sei que meus posts são sempre depressivos e que, com toda certeza, eu devo parecer uma suicida em potencial.
Mas a verdade é que TUDO anda dificil na minha vida...
Meu coração parece estar em pedaços e quando eu consigo achar todos os pedacinhos e juntá-los novamente, algo acontece e faz com que eu tenha que começar a procurar todos os pedacinhos de novo.
A verdade é que amanhã faz onze meses que o meu quebra-cabeças, também conhecido por vida, esta "completo". Digo completo entre aspas por que na verdade coisas que não são reais estão no lugares de peças reais...
Eu tenho amigos, são poucos mais são aqueles que eu precisava ter, não preciso de mais nenhum amigo se tenho eles.
Eu amo alguém muito mais que amo a mim mesma e o amor sempre foi algo para o qual me doei muito.
É... Eu gosto de onde trabalho, gosto das pessoas que trabalham comigo, gosto de poder ler livros e ver filmes sempre que posso... Mas o fato é que tudo de bom que nos acontece tem um preço a se pagar e o preço que estou pagando por um trabalho que eu goste é a minha vida social.
Antes eu saia todas as sextas feiras... Agora fazem semanas que não vejo algumas pessoas que sempre foram minhas essências... enfim... acho que eu supero isso /pensa
Quanto ao meu atual estado sentimental... não sei como explicar... e talvez seja isso que define o amor, a falta de palavras para defini-lo, porque amar é mais uma daquelas coisas que nós fazemos e acreditamos sem precisar pega-lo nas mãos ou vê-lo de alguma forma. Mas quem é que disse que amar alguém nos tras felicidade? Não posso dizer que nesses ultimos 11 meses não tive bons momentos justamente por amar tanto assim alguém, mas a verdade é que... vocês sabem... Quando se esta numa fase muito ruim da vida por causa de algo, acabamos por esquecer as coisas boas que vivemos por ele na hora de colocar na balança. Mas de forma alguma isso faz com que eu ame menos. Na verdade, quanto mais eu tento esquecer e não pensar sobre ela, mais eu penso e mais eu amo. É completamente sem explicação ;/
E quanto a minha saude... Vamos lá... Estamos no dia 16 de dezembro... e se eu for contabilizar a porcentagem que passei no hospital nos ultimos 30 dias, posso falar, com propriedade, que superei a porcentagem de toda a minha vida.
Será que agora, alguém entende o por que de tanto "drama" e pessimismo? Ainda acho que não... Mas, bem, não importa e nunca vai importar.
De fato, ontem eu fiquei feliz por saber que alguém le meus posts no orkut e me ve como "uma guerreira" (palavras da Nathalya e não minhas)... Fazia tempo que eu não ouvia/lia algo desse tipo de alguém por causa das coisas que eu escrevo. Normalmente sou taxada de dramática, de chorona e bla bla bla. Mas até então nunca, ninguém, havia se colocado no meu lugar para entender o quanto é dificil passar por todas as coisas que sempre passei sem chorar por isso...
Enfim...
Só precisava tentar desabafar, mas, na real, não estou me sentindo melhor...
Então vou parar por aqui ;/

;*

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

I fell

A vida toda eu procurei, sonhei, imaginei e então eu
desisti dessa procura. Foi então, e só então, que eu
pude encontrar e soube que havia encontrado no
primeiro instante, naquele mesmo segundo. Desde então
eu percebi que algumas coisas nós só conseguimos
encontrar quando simplesmente não as estamos
esperando.Depois de ter encontrado eu suspirei, sonhei
novamente, imaginei outra vez e então eu fui
desiludida. Eu havia procurado com tanto afinco,
buscado com tanta perseverança. Sempre haviam
obstáculos, é claro, mas eu sempre tive certeza de que
aquilo era maior que qualquer pedra no caminho,
mesmo que essa pedra se parecesse mais com uma
montanha e, no final, os suspiros, sonhos e
imaginações foram substituidos por algo que até hoje
não sei descrever.Não foi um mero engano, nem apenas frustração. Foi
uma dor lancinante no fundo do peito. Não vou dizer
que era apenas como um punhal penetrando meu
coração, pois na verdade eu sentia (sinto) uma dor
excruciante em cada orgão do meu corpo. Nenhuma
parte de mim aceitava isso: meu estomago se retorcia,
meus musculos pareciam estar contraidos todo o
tempo, minha cabeça sugeria que iria explodir a
qualquer momento... E quanto a minha alma? Essa sim,
realmente estava em frangalhos. Piadas não tinham
mais graça, sair de dentro do quarto passou a ser
somente uma obrigação, meu travesseiro todos os dias
estava molhado pelo choro e algumas vezes as mangas
das minhas blusas de frio ficavam embebidas pelo
liquido escarlate que saia de pequenos fios provocados
em minha pele por afiadas lâminas ou bisturis.Eu encenava muito bem o papel de menina forte e
durona que superou tudo aquilo num piscar de olhos.
Ninguém parecia me ver sofrer, mas eu sei que se
alguém se interessasse o suficiente para me olhar
fundo nos olhos, perceberia que eles não tinham mais
brilho. Estavam opacos. Sem vida. Por que, na
realidade, eu sentia que a vida já havia me
abandonado e só o que restava aqui, nesse mundo, era
uma carcaça completamente dilacerada.Fingi retomar o controle de tudo. Fiz planos e voltei a
sorrir, mesmo que a cada plano ou a cada sorriso
aquela ferida se abrisse mais.Deu certo por ,talvez, uma semana, mas depois disso
eu desmoronei. Meu choro já não era mais reservado
apenas ao meu travesseiro e o semblante triste não
fazia mais parte só da decoração do meu quarto. Meus
colegas de trabalho tentaram de todas as formas me
animar, em vão. Minha mãe me perguntava por que eu
estava chorando, eu respondia e ela simplesmente se
virava para o lado sem saber o que me dizer.Antes, eu estava me sentindo no topo de algum lugar,
eu olhava para todos lá embaixo e sentia que eu era
uma pessoa de sorte. Mas como diz em meu filme
favorito, se você esta no topo da vida e tenta se
mover, você cai. Foi o que aconteceu comigo.Eu estive no auge das sensações boas e isso me
pareceu tão confortável que eu simplesmente relaxei e
quando eu fiz isso, simplesmente fui direto ao chão.
Sem direito a nenhuma escala no caminho para me
acostumar com isso. E quando, finalmente, cheguei ao
chão, o impacto havia sido demasiado forte para que
eu pudesse aguentar. Eu sucumbi e agora não tenho
mais forças para me levantar.Existe uma pessoa que tenta me ajudar, tenta me
ajudar a levantar e seguir adiante. Mas quando olho
pra essa pessoa eu me sinto culpada. Por que sei que
se eu deixar que ela me ajude, no final, ela pode
estar escrevendo palavras parecidas com as que escrevo
nesse momento. E, de toda e qualquer forma, acho
que nunca conseguiria ceder esse lugar a quem quer
que fosse, mesmo que eu tenha que passar a
eternidade sozinha.Tem mais... muito mais coisa que eu estou sentindo,
muito mais coisa que eu queria escrever aqui e poder
colocar para fora, mas quem disse que palavras
conseguem realmente expressar algum tipo de
sentimento, qualquer que seja ele?Talvez, se um dia alguém ler isso, pode se comover,
chorar, sentir pena, compaixão, me julgar uma
lunática, idiota ou simplesmente me achar
completamente melodramática. E quer saber? Não faz
diferença o que realmente vão pensar a meu respeito.Só eu sei o quanto essa dor toda tem me impedido de
viver. Só eu sei o quanto dói ainda viver, só eu sei o
quanto eu gostaria de poder dormir pela eternidade e
nunca mais sentir essa pontadas agudas que vão desde
meus pés até o meu cerebro. Mas o que são minhas
vontades? Meus sentimentos? São NADA. Exatamente
como foram tratados até agora.